REMÉDIO AMARGO, MAS NECESSÁRIO PARA PREFEITOS EM 2017

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REMÉDIO AMARGO EM TEMPOS DE CRISE.

Vivemos, sem dúvida, um tempo de vacas magras, como popularmente se diz quando o dinheiro está curto. A novidade deste momento é que, desta feita, o curral todo foi atingido pela magreza de suas reses.Antes, as vacas magras existiam apenas nos currais do povo. Agora não, Estados e Municípios vivem tempos de vacas magras, os currais todos foram atingidos.Em tempos de crise, os Gestores Públicos Municipais tem que aplicar remédio amargo, mas necessário. Na verdade estranham-se os remédios prescritos contra a crise porque são amargos. E só é amargo aquilo que tem-se que tomar. Ou, em outras palavras, há gemidos, choros, reclamações, desconforto,  por aqueles para os quais as doses dos amargos remédios forem ministradas. E é normal que assim fique quem experimentou a dose. Afinal, quem gosta de amarguras?Mas é bom que se diga que elas são hoje indispensáveis a qualquer administração pública que queira subsistir a estes tempos menos generosos em termos econômico-financeiros. Sem essas medidas impopulares, verdadeiros remédios amargos, amargar-se-á, num breve futuro, não mais a impopularidade pelas medidas ontem tomadas, mas a impopularidade pela ingovernabilidade, fruto da fraqueza e da covardia de não tê-las tomado.Assim, ou os prefeitos cortam gastos em suas administrações, e isso obviamente traz desconfortos, reconhecemos, ou não terão mais, em curtíssimo espaço de tempo, o que administrar. Ou priorizam-se os gastos financeiros com o que é essencial, tipo pagamento em dia dos efetivos, dos fornecedores, ruas limpas e iluminadas, postos de saúde funcionando plenamente e escolas abertas sem faltar merenda escolar, ou o caos se instalará.
Porque com as constantes quedas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), maior fatia do bolo orçamentário de qualquer prefeitura do interior do Nordeste, não há como os municípios se manterem senão cortando os supérfluos, diárias, gratificações, cargos comissionados, economia de energia nos prédios públicos, reduzindo expediente  de dois expediente para horário corrido, entre tantos outros gastos que não vou especificar aqui.
O administrador que tomar as medidas urgentes e necessárias, apesar de amargas e impopulares, terá uma chance de em breve retomar a normalidade da administração pública, posto que uma crise não dura para sempre.Em contrapartida, aquele que não aplicar o remédio amargo nesta hora difícil e preferir o caminho aparentemente menos espinhoso, podem ter certeza, estará dando passos largos para o precipício administrativo, vez que não conseguirá manter os supérfluos e muito menos suprir o essencial.Saber governar é também saber a hora de negar, abrindo espaços para num futuro conceder dias melhores para  seus munícipes. Gestão Pública, nem todo cidadão(ã)  que ocupa um cargo de Gestor é capaz de fazer uma boa Gestão se não tiver conhecimento da sua importância na Administração Pública.


Williams Rocha
Gestor Público/UERN
Cursando Pós-Graduação em Direito Público/UERN

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