Por Paulo Henrique
As raízes da religiosidade evangélica de Poço Branco
Mais uma vez, por via de conhecimento a respeito da história de nossa cidade, vale registrar uma pequena escrita sobre o surgimento da religiosidade evangélica.
Com a vinda dos trabalhadores para a construção da barragem, temos o encontro de culturas, um dos principais marcos da história de nossa cidade, haja vista a diversidade de novos cidadãos que passaram a fazer parte da comunidade, pessoas de diversos costumes e crenças. Nesse meio, também, temos os primeiros evangélicos.
Com outros irmãos de fé, o senhor Luiz crente, João Bigode e o irmão americano Benjamim, representaram um dos primeiros grupos de evangélicos na cidade.
É mister ressaltar que o primeiro templo de oração não foi a igreja do sagrado Coração de Jesus, e sim, à igreja evangélica Batista Regular (localizada na Av. Nóbrega Machado, data (provavelmente) 1965-1966.
Em 1971, com esforços do irmão Hermes (o qual veio trabalhar na barragem), juntamente com o irmão Manoel Ribeiro, José Amaro, irmã Rita Ribeiro e muitos outros, tem início a construção do templo da Assembleia de Deus (Rua 12 de outubro com Av. Nóbrega Machado).
O presbítero Hermes com os demais irmãos e imãs, antes da construção do templo, realizavam os cultos na residência da irmã Rita, que se localizava na avenida Poço Branco com à rua 25 de Agosto, ao lado da casa de Nazaré benzedeira.
Ao registrar a vida inicial da religiosidade evangélica, não podemos deixar de apresentar à figura do pastor José Alexandre da Cunha, o qual tinha formação em Teologia Cristã e foi um dos evangélicos mais atuante na comunidade a partir de 1982, data essa de sua chegada a cidade. Ele, juntamente com sua esposa, irmã Rita Tavares, exerceram atividades na Assembleia central da cidade e difundiram a palavra de salvação pela zona rural de Poço Branco. Foram responsáveis pela construção da Assembleia de Deus no Contador, Lagoa do Zé Gomes e outros locais.
Os evangélicos de outrora, ou seja, os primeiros, tiveram muitas dificuldades no exercício público dos cultos, momentos de orações e principalmente pregações na feira livre, quando essa ainda era na rua da câmara de vereadores. Os olhares pejorativos e a rejeição por parte de muitos populares à sua doutrina religiosa, eram uma triste realidade na época. Mas tiveram ousadia e perseverança. Homens e mulheres que foram verdadeiros missionários.
Abaixo, imagem 1: (público de membros da Assembleia de Deus realizando o batismo no açude) – interessante notar a quantidade de curiosos presentes. Para eles, era uma novidade em Poço Branco. Imagem 2: casa da irmã Rita, onde era realizado cultos. Imagem 3: Inauguração da Assembleia de Deus (1971) com grande público de curiosos.
Fonte das imagens: Livro: HERMES, Presbítero. Chamado para servir: 2008



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