'Tanto faz, pode ser gay também', diz Bolsonaro sobre perfil do novo ministro das Relações Exteriores

'Tanto faz, pode ser gay também', diz Bolsonaro sobre perfil do novo ministro das Relações Exteriores
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Presidente eleito deu declaração após ser questionado se futuro ministro será homem ou mulher. Bolsonaro tem dito que pretende nomear no cargo algum diplomata de carreira.

'Tanto faz, pode ser gay também', diz Bolsonaro sobre novo ministro do Itamaraty

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14) que "tanto faz" se o novo ministro das Relações Exteriores será homem ou mulher, acrescentando: "Pode ser gay também, você é voluntário ou não?"

Bolsonaro deu a declaração numa entrevista coletiva em Brasília ao chegar à sede do Tribunal Superior do Trabalho.

Em outras entrevistas, o presidente eleito já disse que o novo ministro deve ser diplomata de carreira do Itamaraty.

"É possível [o anúncio do nome] acontecer até amanhã [quarta, 14], está bastante madura essa questão, queremos alguém do quadro do Itamaraty", afirmou Bolsonaro nesta terça-feira.

Indagado, então, se o futuro ministro será mulher ou homem, respondeu:

"Tanto faz, pode ser gay também. Você é voluntário ou não?"
Diante do questionamento, o jornalista disse a Bolsonaro que não é diplomata de carreira.

Ministro que 'dê conta do recado'
Ainda durante a campanha eleitoral, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo no Facebook na qual disse que, na opinião dele, o povo não quer saber se o ministro é mulher, gay ou negro, quer que o chefe da pasta "dê conta do recado".

"Não quero saber, o povo não quer saber se quem está em tal ministério se é gay, se não é, se é negro, se não é, se é homem, se é mulher. Ele [povo] quer que o ministro dê conta do recado", declarou Bolsonaro na ocasião.

Nomes já confirmados
Ao todo, sete ministros já foram anunciados:

Paulo Guedes (Economia);
Onyx Lorenzoni (Casa Civil);
Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública);
general Augusto Heleno (Segurança Institucional);
Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia);
Tereza Cristina (Agricultura);
general Fernando Azevedo e Silva (Defesa).
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Mais cedo, nesta terça-feira, Bolsonaro informou que o Trabalho manterá status de ministério e não será uma secretaria vinculada a outra pasta.

Disse, também, que o Ministério da Educação deverá manter a gestão sobre o ensino superior.

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