BRASIL: CAMINHONEIROS PODEM PARAR DE NOVO EM REAÇÃO A FUX

 O ministro mandou suspender as multas pelo descumprimento da tabela do frete até decidir se fixação de preços é constitucional
PARALISAÇÃO dos caminhoneiros próximo a Ceasa do Ceará, na BR-116, em maio  AURELIO ALVES
PARALISAÇÃO dos caminhoneiros próximo a Ceasa do Ceará, na BR-116, em maio 
Em reação à decisão tomada na quinta-feira, 6, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que mandou suspender a aplicação de multas pelo descumprimento da tabela do frete até que a corte decida se a fixação de preços é ou não constitucional, grupos de caminhoneiros passaram a discutir uma possível paralisação.



As datas propostas eram a próxima segunda-feira ou o dia 21, no início do feriadão de fim de ano. Até o início da noite de ontem, ainda não havia um consenso entre as lideranças da categoria sobre a deflagração de um novo movimento.



A preferência dos líderes mais antigos e das grandes associações é não fazer uma nova paralisação. Mas eles não têm total controle sobre a base e admitem o risco de o movimento tomar corpo por si só, como ocorreu em maio deste ano.



"Apesar de sermos contrários a uma nova paralisação geral, não podemos nos opor à decisão dos caminhoneiros os quais representamos", disse a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), em nota. "A situação está insustentável e não sabemos até quando será possível conter a categoria e evitar uma nova paralisação". A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), também em nota, disse que a decisão de paralisação é dos caminhoneiros e que "sempre apoiará o que a categoria decidir".



O sentimento da base era de revolta na manhã de ontem. "O STF está de brincadeira: aumentam o salário para quase R$ 40 mil e ferram com os caminhoneiros", disse Alexandre Fróes, que atua nos portos de Santa Catarina. "Vamos parar agora, aí vai ficar bom acabar com a festa." Várias mensagens de teor semelhante circularam nos grupos de WhatsApp. (Agência Estado)

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