
A equipe formada para investigar o assassinato do policial militar João Maria Figueiredo da Silva, 36 anos, revelou que ele foi morto com tiros de um pistola calibre .40, que deveria ser exclusiva das forças militares brasileiras. O soldado Figueiredo foi morta na tarde da sexta-feira (21), em São Gonçalo do Amarante.
O delegado Frank José Albuquerque Silva, que integra a comissão responsável pela investigação da morte do PM, explicou que esse tipo de munição, de alguns anos para cá, tem também sido encontrada com criminosos, que obtém as armas por meio de roubo.
O investigador informou ainda que não estão descartadas as hipóteses de latrocínio ou de execução. E que não está descartada inclusive a possibilidade do crime ter sido cometido por policiais. O delegado informou ainda que foi pedida à Justiça a permissão para algumas diligências sigilosas. E que não poderia dar mais informações para não prejudicar a investigação.
Figueiredo foi morto na sexta-feira (21) quando passava por uma estrada carroçável que fica próxima à BR-101, por trás de um motel. Ele foi atingido por pelo menos cinco tiros. O cabo da Polícia Militar foi o 26º agente de segurança morto no Rio Grande do Norte em 2018.
De acordo com a versão preliminar, o soldado foi atingido primeiro no ombro. Ferido, tentou fugir, mas não conseguiu. Seu corpo só foi encontrado algumas horas após o crime. E sua identidade só foi revelada após a retirada do capacete que ele usava.
O crime chamou a atenção da sociedade porque Figueiredo recentemente trabalhou como segurança da governadora eleita, a senadora Fátima Bezerra (PT). Além disso, ele era defensor dos direitos humanos e um dos fundadores do Movimento Policiais Antifascismo.
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