Amilton Gomes estava internado em leito crítico com quadro de insuficiência respiratória, mas fez questão de acompanhar jogo do clube do coração pelo rádio. Sobrinho lembra da relação com o clube
Por Geraldo Jerônimo e Augusto
Com problemas cardíacos, Amilton esperava em casa por uma cirurgia. No dia 30 de dezembro, o comerciante precisou ser internado. O quadro era de insuficiência respiratória. O que a família temia foi confirmado no hospital: ele estava com Covid-19. O estado de saúde do senhor de 75 anos se agravou e a morte foi confirmada no domingo.
- Meu pai era uma figura fora de série, uma pessoa muito pai, muito presente. Infelizmente, foi acometido por essa doença e nós estamos passando por isso. É um dia muito difícil para minha família - falou o filho Marcos Valério.
Amilton Gomes, com a camisa do América-RN autografada que ganhou do sobrinho que trabalha no clube — Foto: Arquivo pessoal
Amilton Gomes, com a camisa do América-RN autografada que ganhou do sobrinho que trabalha no clube — Foto: Arquivo pessoal
O jornalista Canindé Pereira, assessor de imprensa do América-RN, é sobrinho de Amilton e conta sobre a relação do tio com o Alvirrubro.
- Tio Amilton era um cara sensacional. A felicidade fazia parte do cotidiano dele. Era o paraense mais potiguar que já conheci. Veio morar na capital potiguar em 1990 e o amor que ele tinha pelo Remo transferiu para o América-RN quando veio morar em Natal. Não perdia um jogo do Alvirrubro seja no estádio, pelo rádio ou TV e exemplo maior aconteceu no último sábado, quando mesmo debilitado, não abriu não de acompanhar o jogo contra o Floresta. Ele foi o responsável por me apresentar o América em 1995, clube no qual trabalho nos dias de hoje - relatou.

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