CNH mais barata derruba preços de autoescolas para R$ 300


Autoescola. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasil

A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) provocou uma queda nos preços cobrados pelas autoescolas, que passaram a vender pacotes básicos da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por valores próximos de R$ 300. A mudança no modelo acabou com a obrigatoriedade de matrícula nesses centros, forçando uma rápida adequação do setor.

Com o novo cenário, diversas autoescolas passaram a anunciar pacotes a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Em cidades como Santos, no litoral paulista, o valor inclui duas aulas práticas e o uso do veículo da própria escola, algo impensável até pouco tempo atrás, quando os custos totais chegavam a vários milhares de reais.

Segundo dados do Ministério dos Transportes, antes da mudança o valor para tirar a primeira habilitação variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. O ministro Renan Filho chegou a estimar que a nova regra permitiria uma redução de até 70% no custo final, cenário que começou a se confirmar com os novos pacotes oferecidos.

CNH. Foto: Divulgação

Levantamento em dez cidades realizado pelo g1 mostrou que o preço médio dos pacotes básicos gira em torno de R$ 500, sempre com apenas duas aulas práticas. As autoescolas também oferecem planos mais completos, com 5, 10 ou 20 aulas, cujos valores sobem gradualmente, mas ainda ficam abaixo do que era cobrado antes da nova resolução.

Mesmo com os preços mais baixos, permanecem taxas obrigatórias que variam conforme o estado. Em São Paulo, por exemplo, exames teórico e prático, avaliações médica e psicológica e a emissão da CNH física elevam o custo final, embora o valor total ainda seja significativamente menor do que no modelo anterior.

A redução drástica nos preços afetou diretamente o setor. A Federação Nacional das Autoescolas aponta fechamento de milhares de unidades e demissões em massa. Segundo Wagner Freitas, diretor da associação paulista de centros de formação, cerca de 3 mil autoescolas encerraram atividades e aproximadamente 60 mil trabalhadores perderam o emprego após a mudança nas regras.

Postar um comentário

0 Comentários