BRASIL: Em nova treta, Carlos Bolsonaro ataca Valdemar e diz que o pai mandou


O vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
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Em meio a novas tensões no Partido Liberal, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) atacou neste domingo (22/2) o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, após o dirigente afirmar que todos no partido têm o direito de indicar candidatos para as eleições de outubro — e não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A reação veio depois de Carlos ter dito, no sábado (21/2), que o pai está organizando uma lista de pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais que devem receber o apoio do PL. No X (antigo Twitter), o “02” sustentou que a orientação partiu do próprio ex-presidente: “A fala não foi minha, foi do (ex-) presidente Jair Bolsonaro”, afirmou, acrescentando que o combinado era que Bolsonaro faria uma lista de nomes que apoiaria.

Carlos também insinuou que o partido estaria deixando Bolsonaro isolado, dizendo que a situação está “cada dia mais estranha”. Ele citou que o ex-presidente está preso na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses.

Ao Metrópoles, Valdemar afirmou que houve entendimento com Bolsonaro de que não haveria proibição interna para indicações e sugestões de nomes. “Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição”, declarou o dirigente, em contraponto ao debate sobre quem conduz as costuras eleitorai

O atrito se conecta a uma disputa em Santa Catarina. Um dos apoios que Bolsonaro deve formalizar é o da deputada Caroline de Toni (PL-SC) ao Senado, ao lado de Carlos, em uma “chapa pura”. A movimentação contraria um acordo citado entre Valdemar e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), para apoiar a reeleição de Esperidião Amin (PP-SC) à segunda vaga, com a primeira ficando com Carlos.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: Vinícius Schmidt

Segundo o texto, além de Bolsonaro, o governador Jorginho Mello (PL) e Michelle Bolsonaro também apoiam a candidatura de Caroline de Toni. Nos bastidores, o episódio amplia o ruído sobre quem define alianças e palanques do partido em 2026.

Mais cedo, Carlos reforçou o discurso de confronto interno e afirmou que o PL está “organizado” para atacar diretamente os filhos de Bolsonaro. Ele reagiu a uma fala do vereador Pablo Almeida (PL-MG), ex-assessor de Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou um trecho de vídeo de Eduardo Bolsonaro para alimentar o racha entre aliados de Nikolas e do “03”.

Na postagem, Carlos disse: “O PL não está organizado em atacar correligionários e diretamente os filhos do Presidente somente neste local [X], mas em muito outros. Isso tem que ser corrigido” e prometeu tratar do tema de forma “séria e direta”, sem “malucos, caducos ou sonsos

O vídeo de Eduardo Bolsonaro citado na disputa inclui a frase: “Pode prender meu pai aí, talvez vai condená-lo a morte… lamento. É triste? Com certeza”. A publicação gerou reação de bolsonaristas, como o deputado Mario Frias (PL-SP), que acusou oportunismo e afirmou: “tem que ser um tipo especial de canalha para fazer uma montagem dessa”, além de atacar Pablo Almeida.

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