
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o presidente Lula mandou um recado a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que, quando o povo decide nas urnas, os candidatos têm “que aceitar o resultado”. Ele havia sido questionado sobre a eventual vitória do rival nas eleições deste ano.
“Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou de centro, temos que aceitar o resultado. Nunca imaginei que um metalúrgico, líder sindical como eu fui, seria eleito três vezes para a Presidência. Mas aqui estou”, afirmou.
Pesquisas de intenção de voto recentes têm indicado um empate técnico entre os dois num eventual segundo turno. Lula foi questionado se tem medo de o Brasil “recair no autoritarismo”, mas afirmou que o país “continuará sendo democrático”.
“Venceremos essa eleição. Essa ideologia de direita que domina o mundo não tem futuro. Em vez de ideias, ela só espalha ódio e mentiras”, acrescentou.
Ele também foi questionado sobre sua candidatura à reeleição neste ano e voltou a dizer que “depende” da decisão do PT. “Estou me preparando para isso. Minha cabeça e meu corpo estão 100% em forma. Quero chegar aos 120 anos”, prosseguiu.

O petista também usou a entrevista para detonar Donald Trump e Vladimir Putin, seus homólogos americano e russo, respectivamente. “Assim como Putin não tinha o direito de invadir a Ucrânia, Trump não tem o direito de intervir na Venezuela ou ameaçar Cuba”, apontou.
Lula também comentou a fala de Friedrich Merz, líder da CDU, que fez um comentário depreciativo sobre Belém (PA), e fez uma provocação ao explicar que, durante uma visita à Alemanha, recomendou ao primeiro-ministro alemão comer em um bar simples na capital paraense, como ele mesmo fizera em Berlim, quando provou um salsichão em uma barraca de rua.
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