BELO HORIZONTE: Supermercado de BH adota escala 5×2 e vê melhoria na retenção de funcionários

A rede mineira de supermercados Supernosso. Foto: Divulgação

A rede mineira de supermercados Supernosso iniciou, em março, a implementação da escala 5×2, reduzindo os horários de funcionamento das lojas. Com informações da Folha de S. Paulo.

O novo modelo está sendo testado em três unidades, com cerca de 500 funcionários, e a previsão é que, no futuro, envolva os 4.800 trabalhadores das 45 unidades da rede em Belo Horizonte e região metropolitana.

A mudança, que substitui a jornada de 7 horas e 20 minutos diárias por 8 horas e 48 minutos, contempla uma redução de horas aos domingos e rodízio nas folgas semanais, com um sistema de escalonamento de trabalho aos domingos alternados.

De acordo com Jorge Feliciano, diretor de gente e gestão do Supernosso, a mudança não impactou negativamente nas vendas, e os clientes se adaptaram aos novos horários das lojas.

Ele destaca que, nos domingos, as lojas que participam do teste funcionam com horários diferenciados, fechando de duas a três horas mais cedo, e durante a semana, as unidades fecham uma hora antes.

“Não há prejuízo para o cliente, nem para o colaborador. Para a empresa, existe o desafio de viabilizar o novo horário de funcionamento em todas as lojas”, afirma o diretor.

O diretor de gente e gestão do grupo Supernosso Jorge Feliciano. Foto: Divulgação

A estratégia também trouxe benefícios do ponto de vista da atratividade de novos candidatos, maior engajamento dos funcionários e um clima organizacional mais positivo. “A medida não tem tanto efeito prático, mas faz todo sentido sob o ponto de vista da qualidade de vida do funcionário e da retenção de talentos na empresa”, disse ele

Enquanto isso, outros varejistas do Brasil estão adotando a escala 5×2 com o objetivo de melhorar a jornada de trabalho e reduzir a rotatividade de seus funcionários.

O modelo, que estabelece cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de descanso, tem se mostrado eficaz na atração de candidatos, mas também apresenta desafios operacionais, como a gestão das folgas e a preocupação com os custos elevados.

Em meio a essa mudança no mercado, algumas empresas, como o Supermercado Pague Menos, observaram a redução das faltas e o aumento do engajamento entre os colaboradores, enquanto outros, como empresários negacionistas do setor de restaurantes, optaram por desistir do modelo após eles relatarem uma “queda na produtividade”.

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