
O terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, na terça-feira, recebeu classificação preliminar no patamar mais alto da escala de intensidade usada pela Agência Meteorológica do Japão. A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou, em Tóquio, que o governo ainda avaliava a extensão de vítimas e danos materiais.
A escala japonesa, chamada Shindo, é diferente da escala Richter, usada internacionalmente para medir a magnitude de um terremoto, ou seja, a energia liberada no epicentro. O Shindo mede a intensidade do tremor em um ponto específico da superfície; por isso, uma mesma ocorrência pode registrar níveis diferentes conforme a distância em relação ao epicentro.
O sistema vai de 0 a 7, com os níveis 5 e 6 divididos em “inferior” e “superior”. No nível 7, a Agência Meteorológica afirma que é “impossível permanecer de pé”; pessoas podem ser “lançadas pelo ar”, móveis podem tombar e construções sofrer danos graves. O Japão usa uma rede de sismógrafos para emitir alertas a celulares, TVs, indústrias e sistemas de transporte antes da chegada das ondas sísmicas mais destrutivas
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