O SERIDÓ PARA O MUNDO: ‘Globo Repórter’ revela as riquezas naturais e culturais do Geoparque Seridó; VEJA




O Seridó potiguar é um território no semiárido do Rio Grande do Norte reconhecido pela UNESCO como Geoparque Mundial, abrangendo 2,8 mil km² em seis municípios com relevo de inselbergs, sítios arqueológicos, forte resistência da Caatinga e tradições seculares como a culinária e a mineração.Riquezas do Geoparque Seridó.

O território une uma geodiversidade de 600 milhões de anos a um rico patrimônio cultural e natural:Municípios integrantes: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas.Atrações geológicas: Formações em granito conhecidas como "marmitas", inselbergs e 21 geossítios catalogados.

Tradições e cultura: Destaque para a culinária regional, como o famoso queijo de manteiga, além de forte presença do artesanato e da mineração.

GEOPARQUE SERIDÓ

Paisagens, manifestações culturais, atividades econômicas e personagens ajudam a contar a história do Seridó potiguar. Com reportagens de Liliana Junger, o "Globo Repórter" desta sexta-feira, 21, percorre cidades do interior do Rio Grande do Norte para mostrar um território marcado por formações geológicas, sítios arqueológicos, tradições preservadas por gerações e pela atividade mineral.



A jornada começa pelo Geoparque Seridó, patrimônio mundial reconhecido pela Unesco, que reúne 20 geossítios distribuídos pela região. Entre os locais visitados estão as chamadas “marmitas” do Seridó, formações rochosas em granito, e a Pedra do Sino, conhecida pelo som produzido quando é tocada.


A relação dos moradores com a história local também está presente nas reportagens. Liliana acompanha o trabalho de José Evangelista, que reproduz em peças artesanais as pinturas rupestres encontradas nas rochas da região. O programa visita os sítios arqueológicos e mostra registros deixados pelos povos que habitaram o território ao longo dos séculos. O roteiro passa ainda pelo Cânion dos Apertados, cortado pelo Rio Picuí, e pelo Monte do Galo, destino de turismo religioso. Ao longo da viagem, a repórter encontra personagens que atuam na preservação e divulgação da história regional, como a artesã e condutora turística Diana Medeiros.


O Açude Gargalheiras, em Acari, que serviu de cenário para o filme "Bacurau", também faz parte da viagem. Moradores do povoado Barra contam como participaram da produção e relatam mudanças observadas na comunidade após a repercussão do longa-metragem.

O "Globo Repórter" também acompanha a rotina da artesã Maria Oliveira, que há mais de quatro décadas trabalha com peças produzidas a partir de fibras naturais. A música ganha espaço com histórias ligadas ao legado do compositor Tonheca Dantas e à tradição das filarmônicas da região.

A culinária local é outro destaque. A reportagem mostra a produção do queijo de manteiga, premiado em competições do setor, e acompanha a história de Francinete Santos, que transformou a venda de filhoz, receita tradicional servida com calda de rapadura, em fonte de renda para a família.

O programa ainda explora a atividade mineradora no Seridó. Túneis levam até jazidas de xelita, mineral utilizado por diferentes segmentos industriais e tecnológicos. A região abriga uma das maiores minas desse minério na América Latina.




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