Nomes da música pop e do funk, como Anitta e Pabllo Vittar, declararam apoio a Lula (PT)
A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 intensificou a cobrança por posicionamentos políticos de artistas brasileiros nas redes sociais. Enquanto nomes da música pop e do funk, como as cantoras Anitta e Pabllo Vittar, têm utilizado suas plataformas para declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parte dos fãs questiona a ausência de manifestações públicas de cantores populares do forró e do piseiro, ritmos diretamente associados à cultura nordestina.
A disputa pela Presidência será entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram para o segundo turno após a votação de 4 de outubro. Nesse cenário, a atuação política de artistas voltou ao debate público, especialmente pelo alcance que eles possuem junto a milhões de seguidores.
Entre as cobranças, aparecem perguntas sobre a participação dos cantores em discussões relacionadas à democracia, às políticas sociais, à cultura e às condições de vida da população nordestina. Por outro lado, há quem defenda que artistas não têm obrigação de declarar voto ou transformar seus perfis profissionais em espaços de debate eleitoral.
Forró e piseiro entram na discussão
O Conecta Piauí reuniu nomes de destaque do forró e do piseiro nordestino cuja manifestação explícita de apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro no segundo turno não foi confirmada no levantamento consultado até a publicação desta reportagem.
A lista inclui artistas com grandes públicos nas plataformas digitais e presença frequente em festas populares, vaquejadas e eventos pelo Nordeste. A ausência de uma declaração pública localizada não significa neutralidade política nem permite atribuir preferência eleitoral a qualquer um deles.
O levantamento considera a existência de declarações públicas identificáveis sobre o segundo turno, e não eventuais preferências privadas ou manifestações antigas feitas em outros contextos eleitorais.
Artistas do pop e do funk declaram apoio a Lula
Nos últimos dias, cantoras como Anitta, Pabllo Vittar e Marina Sena declararam apoio a Lula no segundo turno e apresentaram razões para suas escolhas. As manifestações abordaram temas como políticas sociais, soberania nacional, combate à desinformação e críticas ao bolsonarismo.
Anitta publicou um vídeo nas redes sociais em que confirmou apoio ao presidente. A cantora afirmou que esperava uma vitória de Lula no primeiro turno e reconheceu ter subestimado a força do bolsonarismo. Também criticou a mistura entre religião e política e destacou os benefícios de programas sociais, apesar de reconhecer críticas que faz ao governo petista.
Pabllo Vittar, por sua vez, pediu que eleitores compareçam às urnas no segundo turno e convocou outros artistas a se manifestarem. Em sua declaração, a cantora citou as mortes durante a pandemia de Covid-19 e o retorno do Brasil ao mapa da fome durante o governo de Jair Bolsonaro.
Marina Sena também declarou apoio ao petista. A artista defendeu a soberania brasileira e criticou o que considera um projeto de subserviência aos Estados Unidos associado à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Luísa Sonza também manifestou apoio a Lula durante a campanha. Uma ação judicial questionou uma declaração feita pela cantora em um show, sob alegação de propaganda eleitoral irregular. O processo, porém, foi extinto sem análise do mérito, e a artista não foi proibida de se manifestar.
As manifestações também se inserem em um movimento mais amplo de mobilização digital. Segundo a Folha de S.Paulo, fã-clubes de artistas brasileiros e internacionais passaram a organizar publicações para ampliar o apoio a Lula no segundo turno. Entre os grupos envolvidos estão comunidades ligadas a Anitta, Luísa Sonza, Beyoncé, Taylor Swift e BTS.
Por que o posicionamento dos artistas gera debate?
A influência de cantores sobre seus públicos é um dos motivos pelos quais declarações políticas ganham repercussão. Artistas com grandes audiências conseguem fazer com que temas sociais e políticos alcancem pessoas que nem sempre acompanham o noticiário diariamente.
Para quem cobra manifestações, a expectativa está relacionada ao alcance dessas personalidades e à possibilidade de utilizá-lo para discutir questões que afetam a população. No caso dos artistas nordestinos, a cobrança também passa pela identificação cultural e pela representatividade regional.
Nas redes sociais, circulam especulações de que alguns cantores apoiariam Flávio Bolsonaro sem tornar a preferência pública. Também há comentários de que artistas evitariam falar sobre política para não provocar rejeição entre fãs ou impactos comerciais. Sem declarações dos próprios artistas ou evidências verificáveis, essas hipóteses não podem ser apresentadas como fatos.

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