OZONOTERAPIA: entenda o método que fez Zé Felipe fugir por ser via anal; PEGOU O BECO


O cantor Zé Felipe. Foto: Reprodução
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O cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo, viralizou nas redes sociais ao relatar que deixou uma clínica às pressas após descobrir que um tratamento de ozonioterapia seria realizado por via anal. O episódio, narrado pelo próprio artista em seus stories, rapidamente viralizou e reacendeu o debate sobre o uso e a eficácia desse tipo de procedimento no Brasil.

Segundo Zé Felipe, ele já havia se submetido anteriormente à ozonioterapia por via intravenosa e não esperava que o método fosse aplicado de outra forma. “Galera, fui fazer ozonioterapia. É bom, já fiz algumas vezes na veia”, contou.

A surpresa veio quando o profissional responsável sugeriu a aplicação retal. “O cara: então, pois é, hoje a gente vai fazer via ânus. Ah, é? Vou só no banheiro ali antes. Vazei”, relatou o cantor, afirmando que decidiu ir embora imediatamente após receber a orientação.

O que é ozonioterapia?

A ozonioterapia é uma técnica que utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio, conhecida como ozônio medicinal, com a promessa de efeitos anti-inflamatórios e analgésicos. Defensores do método afirmam que ele pode ajudar a aumentar a oxigenação dos tecidos e regular o sistema imunológico.

As formas de aplicação variam e incluem vias intravenosa, subcutânea, tópica e retal, o que costuma causar estranhamento em muitos pacientes.

Apesar de ter ganhado visibilidade nos últimos anos, especialmente após a aprovação de uma lei que autoriza seu uso como terapia complementar, a ozonioterapia segue cercada de controvérsias. A legislação prevê que o paciente deve ser informado de que se trata de um procedimento complementar, e que o equipamento utilizado precisa ser regularizado pela Anvisa, além de ser aplicado por profissionais de saúde habilitados.

Do ponto de vista científico, porém, não há consenso sobre a eficácia da técnica. A ozonioterapia tem sido proposta para o tratamento de diversas condições, como osteoporose, hérnia de disco, feridas crônicas, hepatite, herpes, HIV, esclerose múltipla e até câncer.

No entanto, especialistas e agências reguladoras, como a FDA, dos Estados Unidos, afirmam que não existem evidências robustas de que o método seja eficaz para essas doenças, apontando que seus efeitos não ultrapassariam o placebo.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) classifica a ozonioterapia como um procedimento experimental. Em nota, o órgão afirma que “trata-se de procedimento ainda experimental, cuja aplicação clínica não está liberada, devendo ocorrer apenas em ambiente de estudos científicos”.

A Anvisa, por sua vez, autoriza o uso do ozônio apenas como auxiliar em procedimentos odontológicos e estéticos, reforçando que não há comprovação de benefícios para outras aplicações médicas.

Especialistas também alertam que o ozônio pode ser tóxico se inalado e que seu uso médico não é reconhecido como seguro pelas principais autoridades de saúde. Mesmo assim, a prática é oferecida em mais de 50 países, ainda que sem respaldo científico internacional consolidado.

DCM

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