Banco calcula probabilidades de conquista para cada seleção na Copa do Mundo de 2026; veja chances do Brasil


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O banco francês Natixis elaborou um modelo probabilístico para prever o campeão da Copa do Mundo de 2026. Segundo a instituição, a França lidera as projeções com 26% de chance de conquistar o título, seguida pela Espanha, com 25%. A informação é do Valor Econômico

A Argentina, atual campeã, aparece em terceiro lugar, com 13,6% de probabilidade. Portugal vem logo depois, com 12,4%, e o Brasil ocupa a quinta posição, com 9,3% de chance de conquistar o hexacampeonato.

O modelo estima que o Brasil tem 100% de chance de avançar à fase de grupos e 83,6% de probabilidade de alcançar as oitavas de final. As chances caem para 69% nas quartas, 43,5% nas semifinais e 21,3% na grande final.

A metodologia do Natixis é baseada no modelo estatístico Dixon-Coles, que usa o desempenho ofensivo e defensivo das seleções para prever resultados. O sistema simula toda a estrutura do torneio 100 mil vezes pelo método de Monte Carlo, seguindo as regras oficiais da FIFA.

O banco cita o modelo de Joachim Klement, ex-estrategista do UBS Wealth Management, que acertou os campeões de 2014, 2018 e 2022. Para 2026, Klement aponta a Holanda como campeã — mas o Natixis atribui ao time holandês apenas 0,4% de probabilidade de conquistar o título.

Os países-sede devem registrar impacto econômico positivo, mas restrito. O México, que receberá 13 das 104 partidas, deve ter acréscimo entre 0,1% e 0,2% do PIB em 2026, de acordo com as estimativas.

Para os Estados Unidos, o Natixis projeta que a Copa adicione cerca de US$ 17 bilhões ao PIB americano, alta equivalente a 0,05 ponto percentual. O banco considera o número modesto diante da menor demanda de turistas internacionais e da fraca ocupação hoteleira no país.

No cenário global, estima-se que o torneio acrescente mais de US$ 40 bilhões ao PIB mundial. O Natixis avalia, porém, que as condições atuais de mercado limitam a capacidade dos países-sede de converter o evento esportivo em crescimento econômico relevante.

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