
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta quarta-feira (13) às críticas feitas por Romeu Zema (Novo) ao seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de conversas e áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pelo Intercept Brasil.
Flávio Bolsonaro e Zema são pré-candidatos à Presidência da República em 2026. A troca pública de ataques ocorre em meio à disputa por espaço na direita e após o ex-governador de Minas Gerais ter sido citado como possível vice em uma chapa encabeçada pelo senador.
Em publicação no X, Eduardo Bolsonaro acusou Zema de se aproveitar politicamente do episódio. “Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos”, escreveu.
O deputado também negou que o caso envolva recursos públicos. “Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, afirmou Eduardo Bolsonaro.
Zema havia criticado Flávio Bolsonaro em vídeo publicado nas redes sociais. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, disse o ex-governador.
No mesmo vídeo, Zema afirmou que a direita precisa ter credibilidade para se apresentar como alternativa política. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou.
As mensagens divulgadas pelo Intercept mostram uma aproximação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Em uma delas, enviada em novembro do ano passado, um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, o senador chama Vorcaro de “irmão” e afirma que estaria ao lado dele
m inclui um áudio de setembro de 2025 em que Flávio Bolsonaro cobra uma posição de Vorcaro sobre pagamentos ligados ao filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo o Intercept, a negociação envolvia R$ 134 milhões para financiar o projeto.
No áudio, Flávio Bolsonaro diz que a produção passava por “um momento muito decisivo” e afirma estar preocupado com atrasos nos pagamentos. O senador cita compromissos com atores, diretor e equipe, além do risco de perder contratos caso os valores não fossem honrados.
A divulgação dos áudios ampliou a tensão entre os pré-candidatos da direita. Zema tenta se apresentar como alternativa ao bolsonarismo, enquanto Flávio Bolsonaro busca consolidar seu nome como herdeiro político direto de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
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