Piloto da Polícia Civil baleado em operação no Rio morre após mais de um ano internado


O piloto de helicóptero da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro hospitalizado. Foto: Reprodução
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O piloto de helicóptero da Polícia Civil Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, morreu neste domingo (17), no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde março de 2025, após ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste. Nos últimos dias, o quadro de saúde do policial se agravou por causa de uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril.

Na sexta-feira (15), a esposa de Felipe, Keidna Marques, afirmou que o momento era “muito difícil de lidar”. Segundo ela, o policial teve alterações importantes no quadro clínico na quinta-feira (14) e precisou de medicações mais fortes. “A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave”, explicou. Felipe havia recebido alta do Hospital São Lucas em dezembro, após nove meses internado, e seguiu para um centro de reabilitação. Durante o tratamento, passou por neurocirurgias e outros procedimentos.

O ataque ocorreu em 20 de março de 2025, quando Felipe sobrevoava a comunidade em um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvo de disparos durante a ação. Um suspeito de participar do ataque foi preso em maio, e outros seguem foragidos. Em nota, o governo em exercício do Rio lamentou a morte do policial e afirmou que ele travou “uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida”. O texto também prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da Polícia Civil e reconheceu “a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro”.

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