Quem é o ator “renomadíssimo” citado por Flávio em mensagem a Vorcaro


Jim Caviezel como Bolsonaro cem cena de “Dark Horse”. Foto: Reprodução
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O ator americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, apareceu nas mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os diálogos foram revelados pelo The Intercept Brasil.

O ator, que foi chamado de “cara renomadíssimo no cinema americano e mundial” por Flávio, tem 57 anos e foi escolhido para interpretar Jair Bolsonaro em “Dark Horse”. O ator ganhou projeção internacional em 2004, ao viver Jesus Cristo no filme dirigido por Mel Gibson. Depois disso, participou de produções como “O Conde de Monte Cristo”, “Déjà Vu”, “Linhas Cruzadas” e da série “Person of Interest”.

Nos últimos anos, Caviezel voltou a ganhar destaque em filmes de apelo cristão. Em 2023, estrelou “Som da Liberdade”, thriller sobre tráfico infantil que teve forte repercussão nos Estados Unidos e em outros países.

O ator também passou a fazer declarações públicas ligadas a pautas religiosas e conservadoras. Em 2011, afirmou ter sido rejeitado por Hollywood após interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo”. Um ano depois, declarou em uma igreja na Flórida: “Precisamos dar os nossos nomes, as nossas reputações, as nossas vidas para espalhar a verdade”.

Jim Caviezel, Mario Frias e Cyrus Nowrasteh em gravação de filme sobre Bolsonaro. Foto: Reprodução

Caviezel também se posicionou contra o aborto e participou de eventos contrários às vacinas contra a covid-19 durante a pandemia. Em uma entrevista, afirmou: “Mesmo que eu realmente não saiba quem é Jesus… algo dentro de mim, minha própria consciência me diz: ‘Isso é imoral. Isso está errado. Por que estamos fazendo isso?’”.

O ator também se tornou um dos nomes associados à teoria conspiratória QAnon. Em entrevistas e podcasts, ele repetiu alegações falsas sobre uma suposta elite global envolvida em tráfico infantil e uso de adrenocromo.

As declarações geraram reações negativas inclusive dentro da indústria do cinema. O diretor Alejandro Monteverde, de “Som da Liberdade”, afirmou que os comentários de Caviezel “prejudicaram seu trabalho”.

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