SONEGAÇÃO: MPRN denuncia esquema de fraude fiscal em rede de fast food



O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu denúncia contra três pessoas envolvidas em um esquema de sonegação fiscal. A investigação detalha a existência de um grupo que utilizava empresas de fachada no ramo de alimentação para burlar o fisco estadual. A denúncia, que foi recebida pela Justiça, foi tornada pública esta semana.

A denúncia relata que os envolvidos registravam as empresas do ramo de fast food em nome de terceiros. Esses indivíduos figuravam como sócios, mas os verdadeiros proprietários controlavam as finanças de forma oculta. Através do esquema, o grupo prestava declarações falsas às autoridades fiscais, escondendo o patrimônio particular.


Crimes de sonegação fiscal

O MPRN pediu a condenação dos três denunciados por crimes de sonegação fiscal, por 21 vezes, em concurso material. O MPRN solicitou ainda ressarcimento ao Estado do Rio Grande do Norte no valor mínimo de R$ 558.933,59 referente aos impostos devidos.

Os criminosos teriam cometido os crimes ao omitirem informações e prestarem declarações falsas às autoridades fazendárias, por 02 vezes. Ademais, por 19 vezes, de 2021 a 2024, o grupo retinha o ICMS dos consumidores no preço dos produtos, mas não repassava os valores aos cofres públicos.

Esquema durou de 2017 a 2024

As provas colhidas pela investigação policial demonstram que o esquema durou de 2017 e 2024. Os gestores reais possuíam procurações plenas para movimentar contas bancárias das empresas de fachada. Assim, o faturamento era desviado enquanto os débitos tributários ficavam acumulados nos CPFs dos laranjas.

A fraude incluía a criação de uma “empresa espelho” para suceder a devedora originária. Essa nova entidade operava no mesmo endereço físico para garantir a exploração comercial. Dessa forma, os denunciados evitavam bloqueios judiciais e execuções fiscais da dívida ativa estadual.

MPRN

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