"TAPA NA CARA DO BRASIL": a reação de Zema ao áudio de Flávio Bolsonaro a Vorcaro


Romeu Zema criticou Flávio Bolsonaro por associação com Vorcaro
O ex-governador de Minas Gerais e candidato a presidência Romeu Zema. Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press

Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, criticou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios em que o senador cobra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por recursos para completar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O Globo afirmou que a existência da conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro foi confirmada pelo jornal.

A fala marcou uma reação direta de Zema contra um adversário no campo da direita. Flávio Bolsonaro é pré-candidato do PL à Presidência, enquanto Zema tenta se apresentar como alternativa ao bolsonarismo na disputa de 2026.

O caso também provocou reação de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e outro presidenciável. Ele cobrou transparência de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento do filme e suas relações com o dono do Banco Master.

A pressão sobre Flávio Bolsonaro também avançou no STF, na PGR e na Polícia Federal. Lindbergh Farias acionou a PF, PGR e o STF, pediu inquérito, quebra de sigilos, busca e apreensão, bloqueio de bens, apreensão de passaporte e prisão preventiva do senador no caso Vorcaro. Sâmia Bomfim também acionou André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, e pediu medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro após os áudios com Daniel Vorcaro.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável”, disse Zema. “É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil.”

Flávio Bolsonaro admitiu ter trocado mensagens com Vorcaro, mas disse que a relação era privada. Em nota, afirmou que buscava “patrocínio privado” para um “filme privado” sobre Jair Bolsonaro, negou ter oferecido vantagens em troca e voltou a defender a abertura de uma CPI do Banco Master.

Segundo a reportagem, a cobrança por recursos teria ocorrido em 2025, quando a produção enfrentava dificuldades financeiras. Em um dos áudios revelados pelo Intercept e confirmados pelo Globo, Flávio Bolsonaro diz a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

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