G7: Lula leva ao G7 defesa do Sul Global e reforma da governança internacional

 

 

Presidente participa da cúpula na França após reuniões com Macron e Guy Parmelin; agenda inclui desenvolvimento, inteligência artificial e minerais críticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta segunda-feira (15) à França para participar da Cúpula do G7, encontro que reúne as principais economias industrializadas do mundo e convidados internacionais para debater desafios econômicos, tecnológicos e geopolíticos.

Convidado pela décima vez para uma reunião do grupo, Lula esteve presente em sessões ampliadas do encontro, realizado em Évian-les-Bains, com a intenção de apresentar posições defendidas pelo Brasil em temas como desenvolvimento sustentável, crescimento econômico, governança global e cooperação internacional.

Antes da abertura oficial dos debates, o presidente se reuniu com o anfitrião da cúpula, o presidente francês Emmanuel Macron, e também com o presidente da Suíça, Guy Parmelin.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil retorna ao G7 levando “a voz do Sul Global” e reafirmando o compromisso com a paz, o multilateralismo e a construção de uma ordem internacional mais justa.

Entre os principais temas da cúpula estão parcerias para o desenvolvimento, crescimento econômico equilibrado, inteligência artificial, proteção de crianças no ambiente digital, combate ao narcotráfico, migração irregular, saúde e minerais críticos.

Segundo o Itamaraty, um dos pontos de maior interesse para o Brasil é a discussão sobre a reforma das instituições de governança global. O governo brasileiro defende maior representatividade dos países em desenvolvimento nos organismos multilaterais e tem insistido na atualização de estruturas criadas após a Segunda Guerra Mundial para refletir a atual distribuição de poder econômico e político.

Na área de minerais críticos, o Brasil pretende reforçar a defesa da agregação de valor nos países produtores, o que acompanha o discurso recorrente de Lula de que as nações detentoras de recursos naturais não devem se limitar à exportação de matérias-primas, mas participar também das etapas industriais da cadeia produtiva.

Durante a reunião bilateral com Macron, os dois presidentes destacaram o avanço da cooperação estratégica entre Brasil e França. Entre os temas discutidos estiveram o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), a integração entre o Amapá e a Guiana Francesa e a cooperação tecnológica.

Macron também manifestou interesse em participar dos projetos brasileiros voltados à aquisição de supercomputadores, iniciativa considerada estratégica para fortalecer a soberania digital do país.

Além do Brasil, participam da cúpula como convidados Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Organismos internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também acompanham os debates.

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