
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º).
O levantamento aponta Lula com 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois chega a quase dez pontos percentuais no cenário testado pelo instituto.
Em abril, a vantagem de Lula sobre Flávio era de cinco pontos: 44% para o petista e 39% para o senador. A pesquisa de maio não teve divulgação autorizada por decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, ainda pendente de análise pelo plenário, após questionamento da oposição.
Entre os demais nomes testados, o ativista do MBL Renan Santos (Missão) passou de 5% para 7,8% e ocupou a terceira posição. Ele ficou à frente dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) no cenário divulgado.
Segundo turno indica distância maior entre Lula e Flávio
A pesquisa também mediu uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Em abril, os dois apareciam numericamente empatados em 48%; agora, Lula registra 48,8%, enquanto Flávio caiu para 42,3%.
Mesmo com a queda em relação ao presidente, Flávio Bolsonaro segue como o adversário de oposição mais competitivo contra Lula nas simulações apresentadas. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos não ultrapassam a barreira de 40% das intenções de voto nos confrontos diretos testados.
O levantamento foi o primeiro do instituto após a crise envolvendo Michelle Bolsonaro (PL) e a campanha da oposição. Na quarta-feira (24), a ex-primeira-dama gravou um vídeo com críticas a Flávio, em que disse ter sido maltratada como mulher e desrespeitada politicamente pelo enteado.
Na terça-feira (30), depois de se reunir com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Michelle deixou o comando do PL Mulher e passou a pôr em dúvida sua participação na eleição deste ano. Ela era cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal
A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro informada é de um ponto percentual para mais ou para menos.




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