Candidato do União tem 38,1% entre eleitores de Lula e 44,5% entre os de Flávio Bolsonaro; cruzamentos da Metadata mostram voto para governador menos alinhado à disputa presidencial

A última pesquisa Metadata/Grupo Dial antes do primeiro turno mostra que a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte não reproduz integralmente a divisão observada na eleição presidencial. Os cruzamentos feitos pela ferramenta de simulação da Metadata apontam que Allyson Bezerra (União Brasil) recebe votos tanto de eleitores de Lula (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL).
Entre os entrevistados que declaram voto em Lula para presidente, 38,1% escolhem Allyson para governador. No grupo que vota em Flávio Bolsonaro, o percentual chega a 44,5%. Em ambos os casos, menos da metade dos eleitores escolhe para o Governo do RN o candidato do mesmo partido de seu presidenciável.
No cenário estimulado para governador, Allyson aparece com 41,2% das intenções de voto. Cadu de Lula (PT) tem 25,4%, enquanto Álvaro Dias (PL) registra 19,3%. Professor Robério Paulino (PSOL) aparece com 0,7%, e os demais candidatos têm menos de 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 5,9%, enquanto 6,7% não souberam ou não responderam.
Voto para presidente não se transfere integralmente
Os cruzamentos ajudam a mostrar como o voto presidencial se distribui na eleição estadual. Lula registra 53,1% das intenções de voto para presidente no RN. Entre seus eleitores, 44,8% escolhem Cadu para governador, enquanto 38,1% votam em Allyson.
No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 46,4% escolhem Álvaro Dias para governador, enquanto 44,5% declaram voto em Allyson. O movimento também pode ser observado no sentido inverso. Entre os eleitores de Allyson, 49% declaram voto em Lula para presidente e 31,6% escolhem Flávio Bolsonaro.
Entre os entrevistados que se identificam politicamente como de centro, Allyson registra 51,4%.
Nos cenários estimulados de eventual segundo turno, Allyson registra 56% contra 28,9% de Álvaro. Contra Cadu, o candidato do União tem 54,5%, diante de 33,3% do petista. Em uma disputa entre Cadu e Álvaro, Cadu registra 44,3% e Álvaro, 38,5%.
Os números mostram associação entre diferentes escolhas feitas pelos entrevistados, mas não permitem estabelecer os motivos dessas decisões.
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