
O deputado estadual Major Araújo (PL-GO) pediu autorização à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para andar armado no plenário da Casa. O requerimento foi apresentado após uma sequência de discussões com o correligionário Amauri Ribeiro (PL-GO), que terminaram em xingamentos e ameaça de morte durante sessões recentes. Na quinta-feira passada (7), depois de um embate com acusações e ameaças de agressão física, Amauri disse ao colega que ele “amanheceria morto” caso encostasse nele.
Em sessão realizada na terça-feira (12), Araújo afirmou que protocolou o pedido para portar arma dentro da Assembleia. “Apresentei um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize vir para o plenário armado. Aqui, a gente tem sido alvo de ameaça, de agressão, de ‘chamar para os tapas’. E eu não vou para ‘os tapas’ com vagabundo nenhum. Se me encostarem a mão aqui, eu tenho que exercer meu direito da legítima defesa”, declarou.
No documento, ele pede autorização para o “porte e uso de arma de fogo de sua propriedade” nas dependências da Alego ou, como alternativa, a disponibilização de um policial militar para sua segurança.
A briga entre os deputados começou por divergências internas no PL goiano, especialmente em torno do apoio ao senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás e presidente do diretório estadual do partido. Amauri criticou Wilder por não ter votado na sabatina do ministro Jorge Messias ao STF, enquanto Araújo acusou o colega de tentar desgastar o presidente do partido para favorecer aliados do governador Daniel Vilela e do ex-governador Ronaldo Caiado. A troca de acusações escalou quando Amauri chamou o deputado de “burro” e pediu que ele fosse “macho” para provar as acusações; depois, em meio aos xingamentos, disse: “Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto. Vagabundo, safado”.
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