
A crise de Flávio Bolsonaro (PL) no caso Banco Master trouxe de volta à memória outro episódio envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2024, Jair Renan Bolsonaro (PL) foi citado em uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal sobre suspeita de uso de documentos falsos para obtenção de empréstimos bancários.
O caso levou Jair Renan Bolsonaro a virar réu por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. A situação jurídica, porém, mudou depois: em fevereiro de 2026, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, trancou a ação penal por lavagem de dinheiro. A decisão ocorreu após o TJDFT afastar as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso, que serviriam como crimes antecedentes.

A lembrança do caso ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste político por sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens e documentos revelados pelo Intercept Brasil indicam negociação direta do senador com o banqueiro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, com acordo previsto de US$ 24 milhões e ao menos US$ 10,6 milhões transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
Flávio Bolsonaro também admitiu ter se encontrado com Vorcaro no fim de 2025, depois que o banqueiro havia sido preso e liberado com tornozeleira eletrônica. O senador disse que procurou o empresário para encerrar a relação ligada ao financiamento do filme e negou irregularidades.
Com a nova crise envolvendo Flávio Bolsonaro, o caso de Jair Renan Bolsonaro voltou a circular como mais um episódio de desgaste da família em temas ligados a dinheiro, empresas, empréstimos e relações financeiras sob suspeita. No caso do filho “04”, a investigação teve origem em documentos da PCDF, mas a ação remanescente foi trancada pelo STJ.
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